O QUE VOCÊ MUDARIA NAS REGRAS DE AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM DA UFBA? A HORA É ESSA!

O Conselho Acadêmico de Ensino (CAE) está reformulando o Regulamento de Ensino de Graduação e unificando com o de pós-graduação, que passará a se chamar Regulamento de Ensino de Graduação e Pós-graduação (REGPG). Na reunião desta quarta-feira (16/07) será posto em discussão e, possivelmente, em votação como ficará o capítulo de Avaliação de Aprendizagem no novo REGPG. No CAE, assim como em todos os demais conselhos, temos uma representação discente para cada quatro conselheiras e conselheiros não-discentes, o que nos garante, para este conselho específico, sete estudantes com voz e voto para defender nossos interesses.

O Coletivo Kizomba reconhece a importância da democracia representativa (aquela em que elegemos representantes para nos defender), mas acredita que ela sozinha não basta. É preciso complementá-la com mecanismos de democracia participativa, onde toda a cidadania, no nosso caso a comunidade discente da UFBA, possa ajudar a decidir sobre os rumos da nossa universidade. Por isso, queremos saber de você: o que você mudaria neste capítulo do REGPG? Acesse a proposta mais atual de redação do capítulo AQUI e nos mande um e-mail (kizombanaufba@gmail.com) com suas sugestões.

A Kizomba está presente na representação estudantil do CAE e pode vir a defender uma proposta sugerida por você!

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MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UFBA CONQUISTA O FIM DA SUPERPOSIÇÃO DAS AULAS DOS TURNOS VESPERTINO E NOTURNO

É com grande satisfação que o coletivo Kizomba comemora mais uma grande conquista não só nossa e de outros grupos que compõem o movimento estudantil, mas de todos os centros e diretórios acadêmicos, ou seja, de toda a comunidade discente da UFBA. Ao final da tarde da última quarta-feira (11), o Conselho Universitário (Consuni) aprovou, após ampla discussão liderada pela representação estudantil, uma mudança nos horários de aula que valerá já para o próximo semestre: foi o fim da superposição das aulas dos turnos vespertino e noturno. Entender a mudança aprovada e sua importância, sobretudo para quem estuda ou trabalha à noite, exige que façamos um resgate da história recente da universidade.

A partir de 2008, com a implantação do REUNI, diversos cursos noturnos foram criados, ampliando o acesso da classe trabalhadora ao ensino superior público e gratuito. Entretanto, a universidade não se preparou para esse novo cenário e a estudantada que ingressou nos cursos noturnos vem encontrado uma série de dificuldades para o exercício pleno de suas atividades acadêmicas: bibliotecas, laboratórios, secretarias e serviços de cantina e fotocópia fechados à noite, docentes que se recusam a lecionar à noite, campi mal iluminados e inseguros, falta de transporte público após às 22h30 e, como se não bastasse, salas de aula alocadas simultaneamente a duas turmas diferentes. Este último problema se deve à superposição do turno vespertino, cuja última aula termina às 19h, e o turno noturno, que se inicia às 18h30, fazendo com que, muitas vezes, as turmas noturnas percam meia hora do seu tempo de aula esperando a desocupação das salas. Além disso, a superposição impede que estudantes se inscrevam em uma aula às 17h e outra às 18h30 por causa da meia hora sobreposta. Estes e outros problemas decorrentes da superposição foram superados nesta última quarta-feira.

A proposta aprovada pelo Consuni foi objeto de uma enquete lançada no blog da Kizomba no dia 29 de maio do ano passado (link: https://coletivokizombaufba.wordpress.com) e recebeu o maior número de votos. A mesma proposta foi pensada independentemente pelos centros e diretórios acadêmicos da Escola Politécnica, que conseguiram sua aprovação na congregação da Unidade em dezembro passado (o Consuni havia encaminhado às congregações que tirassem opinião sobre o assunto). Em seguida, o Conselho de Entidades de Base (CEB), fórum máximo de decisão do movimento estudantil da UFBA, o qual reúne todos os centros e diretórios acadêmicos, concluiu por defender no Consuni uma mudança que contemplasse três pontos: fim da superposição das aulas, criação de um horário de almoço e término mais cedo das aulas do noturno. Os três pontos já estavam contemplados na proposta 4 da nossa enquete. Por fim, chegando ao Consuni, a proposta foi primeiramente aprovada por unanimidade por uma comissão especialmente criada para avaliá-la, depois pela Comissão de Assuntos Acadêmicos e, por último, pela reunião do conselho.

O novo regime de aulas reduz a hora-aula para 55 minutos. Assim, as aulas geminadas que hoje duram 2 horas passam a durar 1 hora e 50 minutos. Isso permite que as aulas do turno vespertino, que se iniciam às 13h, acabem às 18h30 e não mais se sobreponham ao início das aulas do noturno. Além disso, as aulas do matutino, que se iniciam às 7h, passam a acabar às 12h30, criando um intervalo de meia hora entre o matutino e o vespertino que pode ser usado para almoço ou deslocamento entre dois campi. Para completar, as aulas do noturno passam a encerrar 20 minutos mais cedo, às 22h10, buscando minimizar os problemas com transporte público. Esta redução na duração das aulas implica no aumento de uma semana e meia no semestre letivo, que será usado por semanas de integração, ciência e tecnologia, esportes, entre outras. O novo quadro de horários de aula está exibido abaixo.

Sabemos que essa conquista não esgota nossas demandas e que uma discussão mais ampla sobre nossas grades curriculares e cargas horárias se faz necessária para termos condições de viver tudo que a experiência universitária pode proporcionar. No entanto, é preciso valorizar cada conquista e os avanços que elas trazem. Nós, da Kizomba, estamos contentes por ter participado ativamente deste processo e seguiremos firmes na luta por uma universidade pública, gratuita, de qualidade, e cada vez mais popular. É fundamental que, cada vez mais, as e os estudantes participem do movimento estudantil, para que conquista como essas, que interferem diretamente no dia-a-dia da comunidade discente, sejam mais constantes na nossa Universidade. Venham construir uma nova cultura política na UFBA conosco!

Novo quadro de horários de aula

Matutino
Início             Término
07:00             08:50
08:50              10:40
10:40              12:30

Intervalo de 30 minutos

Vespertino
13:00              14:50
14:50              16:40
16:40              18:30

Noturno
18:30              20:20
20:20              22:10

Por um BUZUFBA seguro e sem catracas!

A comunidade da UFBa – estudantes, professoras e professores, técnico-administrativos, terceirizados e a população que utiliza o espaço da universidade – foi surpreendida na manhã do dia 26 de Janeiro com a notícia de que um dos micro-ônibus foi assaltado próximo à Reitoria por volta das 21 horas do dia anterior.

Essa notícia gerou uma série de discussões a respeito da segurança nos ônibus intercampi e as possíveis medidas para constranger novos assaltos. Foram pensadas várias formas para “resolver o problema”, dentre elas, a instalação de câmeras de vigilância, seguranças em cada micro-ônibus e rigor na identificação dos e das passageiras podem ser medidas efetivas no que tange à segurança.

O BUZUFBA – conquista fundamental da UFBA – é fruto da greve estudantil que aconteceu entre Junho e Agosto do ano de 2012 e das inúmeras manifestações que aconteceram nos últimos anos. Após as reivindicações discentes, ele passou a circular no final do mesmo ano e tem perspectiva de aumentar sua frota e até de passar a funcionar em ônibus. Esse meio de transporte, gratuito e de qualidade, tem sido usado por toda a comunidade e tem servido para ajudar na tão difícil mobilidade urbana.

À noite, por exemplo, o veículo é usado por membros de toda a UFBa para se deslocar de lugares pouco movimentados para aqueles com melhores opções de transporte. Isso só ocorre pois atualmente os micro-ônibus abrem as portas para todos e todas que dependem dele para se deslocar, incluindo aqueles que não são estudantes. Caso contrário, os funcionários e funcionárias do Restaurante Universitário teriam que despender um longo tempo nos pontos de ônibus, após um longo dia de trabalho a serviço da comunidade universitária; assim como a população que frequenta o Hospital das Clínicas; a Faculdade de Farmácia e o Hospital Veterinário se encontraria em uma situação complicada.

O assalto ao BUZUFBA não aconteceu pela falta de rigor na solicitação da identificação dos e das estudantes e sim são fruto, assim como os demais problemas com a segurança pública da nossa cidade, do atual contexto em que vivemos no município de Salvador e no Brasil.

Acreditamos que os elevados índices de violência são fruto das profundas desigualdades sociais presentes em nosso país. A violência só será efetivamente combatida quando o Estado adotar políticas que entrem na raiz da questão, combatendo as desigualdades sociais. Enquanto isso não acontecer, a violência permanecerá. O fato de o BUZUFBA ter sido assaltado é resultado de um processo maior que acontece em nossa sociedade, afinal de contas, a UFBA não e uma ilha descolada do contexto social urbano.

A instalação de câmeras de segurança nos ônibus inter campi podem ajudar a inibir a ação de assaltantes e aumentar a sensação de segurança nos e nas passageiras. Entretanto, restringir o acesso ao BUZUFBA não impede em nada os assaltos. Ao invés disso, tal medida impediria a própria comunidade universitária e a população ao seu entorno, de utilizar o transporte na ausência de identificação.

Lutamos por um projeto de sociedade onde o trasporte público seja compreendido enquanto um direito de todos e todas. O acesso à cidade não pode ser restrito, seleto. Acreditamos que o BUSUFBA deve servir de modelo de uma nova forma de mobilidade.

Por isso lutamos POR UMA SOCIEDADE SEM CATRACAS!

Nota de apoio ao posicionamento das mulheres da CUT sobre a regulamentação da prostituição

logo MMM circulo amarelo

A Marcha Mundial das Mulheres saúda as companheiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) pelo processo de debate e reflexões que as levou a tomar um posicionamento contrário à regulamentação da prostituição.

 

A reação à posição da CUT, expressa pelo autor do atual projeto de lei que visa regulamentar as casas de prostituição, reforçou uma vez mais sua visão que desqualifica a luta feminista.

O argumento de que as feministas são moralistas e conservadoras porque questionam a prostituição, é desrespeitoso e não contribui para o debate. Vemos a desqualificação de um longo processo de lutas das mulheres por liberdade, igualdade e autonomia e que nada tem a ver com conservadorismo. As feministas defendem o direito das mulheres a viver livremente sua sexualidade, com autonomia sobre seus corpos e seus desejos, questionando a heteronormatividade e a violência. E negamos a falsa liberdade, oferecida pelo mercado, que se encerra unicamente na ideia de não ter impedimentos para a ação “econômica”. Esta ideia está na base da banalização da sexualidade, tornando-a mais um produto.

 

Não podemos ignorar as experiências das mulheres na sexualidade e simplesmente afirmar que exercer a prostituição é uma forma de vivenciar sua liberdade sexual. Sobretudo, não podemos ignorar que estamos falando, em sua imensa maioria, de mulheres sendo prostituídas por clientes homens. E que entre a maioria das mulheres que vivem em situação de prostituição, sobretudo as pobres, está presente o desejo de sair desta situação.

 

A naturalização da prostituição reforça um modelo em que a sexualidade feminina se constrói em função do desejo masculino. Conservadora é uma visão de liberdade sexual que se baseia na satisfação dos desejos dos homens e que oculta/inibe/oprime o desejo das mulheres. Conservadora porque conserva e reforça privilégios acumulados historicamente pelos homens na sociedade patriarcal.

 

Ao afirmar que “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, a Marcha Mundial das Mulheres se posiciona em um campo que questiona profundamente as desigualdades do sistema capitalista, patriarcal e racista. Propõe um horizonte no qual haja a real superação da divisão sexual do trabalho, o fim da violência contra as mulheres e em que prevaleça a autonomia das mulheres, em relações de liberdade que só podem se realizar, para todas as mulheres, com a igualdade. Esta perspectiva é, portanto, radicalmente distinta do individualismo liberal que defende a liberdade de cada mulher para fazer o que quiser com seu corpo, mas que não é capaz de identificar que, no atual modelo, a liberdade não caracteriza a vida da maioria das mulheres.

 

Desde essa perspectiva, também questionamos a visão, dita de esquerda, que reduz o debate com a naturalização da prostituição como algo que sempre existiu, invocando um fatalismo que rebaixa o debate político e não questiona as relações patriarcais. Este raciocínio é contraditório com toda a história da esquerda que persegue a utopia de superar o capitalismo e construir um mundo de igualdade, tarefa que é tão difícil quanto a construção da igualdade e liberdade das mulheres, mas que lutamos pra realizar, ao pretender “mudar o mundo e mudar a vida das mulheres em um só movimento”.

 

A luta em defesa da liberdade e autonomia de todas as mulheres está fortalecida com esta posição do Coletivo Nacional de Mulheres da CUT, inserida em sua luta histórica por outro modelo de sociedade em que o corpo e a vida das mulheres são respeitados e não são mercantilizados. A CUT tem sido pioneira em pautar no conjunto do movimento sindical as lutas das mulheres, seja com sua posição em defesa da legalização do aborto ou na aprovação da paridade entre homens e mulheres na direção política da entidade.

 

 

Nossa expectativa é que outras organizações e entidades sejam estimuladas a realizar seus debates e questionar o projeto de regulamentação da prostituição para que, com o conjunto das forças progressistas, possamos derrotar o atual projeto no Congresso.

 

Marcha Mundial das Mulheres

DEBATE sobre a portaria 280/2008 e a Virada Cultural da UFBA

Nesta quinta-feira o coletivo Kizomba promoverá na Praça das Artes um debate sobre a portaria nº 280/2008, que proíbe festas e manifestações artísticas e culturais na UFBA a partir das 22h e o projeto de Virada Cultura na Universidade, que deve ser realizado ainda em Dezembro deste ano, fazendo parte da campanha UFBA 24h. Após o debate, haverá uma reunião para encaminhar a organização da Virada Cultural.

A Virada Cultural tem como objetivo reunir os grupos de estudantes que produzem arte e cultura na Universidade durante um dia inteiro através de diversas atividades na Universidade, com uma grande confraternização cultural ao final, pautando a revogação da Portaria 280/2008, mais segurança na UFBA e que a administração da universidade crie condições para viabilizar tanto o acontecimento de atividades culturais, quanto estimular cada vez mais que os estudantes ocupem o espaço da UFBA com arte e cultura.

Compareçam e ajudem a organizar a campanha UFBA 24h e a Virada Cultura da UFBA!

cartaz-ufba 24h atividade

UFBA 24 horas!

CAMPANHA UFBA 24
A Universidade é essencialmente um espaço de produção de cultura. Na sala de aula, nos lugares de convivência, nos grupos de pesquisa, nos projetos de extensão, nas conversas de corredor, nos ateliês e laboratórios, em todos os espaços, produzimos cultura. Esses momentos são fundamentais para uma vivência universitária ampla, que potencialize a relação entre teoria e prática. Ou seja, ocupar os espaços com discussões, atividades e eventos culturais é fundamental para uma efetiva formação acadêmica e universitária.Dessa forma, na UFBA, temos defendido há anos a revogação da Portaria nº 280, que proíbe festas e manifestações artísticas após as 22 horas nos campi da Universidade. Essa luta é muito importante para todas e todos os estudantes da Universidade, principalmente para aqueles e aquelas dos cursos de artes, que por conta dessa norma não têm a oportunidade de colocar em prática e experimentar em outros espaços da Universidade com estrutura e segurança alguns conhecimentos construídos em sala de aula.

Durante a Greve dos Estudantes da UFBA em 2012, a revogação da portaria foi uma das nossas principais reivindicações. Entretanto, mesmo com o processo de negociação vitorioso com a Reitoria, que se comprometeu com a formação de um Grupo de Trabalho para discutir essa questão, essa pauta do Movimento Estudantil não avançou. Em 25 de novembro de 2012, inclusive, o GT elaborou relatório afirmando que com um controle de ruído e com o cumprimento das recomendações listadas no parecer: “a Portaria nº 280 perde sua razão de ser e pode ser revogada”.

No entanto, mesmo após um grande período de lutas em torno das questões referentes à Cultura e à convivência universitária na UFBA desde o semestre passado o movimento estudantil não vem dando a mesma prioridade à pauta. É necessário que agora nos mobilizemos pela execução do parecer e, portanto, pela revogação da Portaria nº 280 de 2008. Nesse sentido, lançamos a campanha UFBA 24 Horas, que visa reacender os debates sobre a cultura na Universidade de forma ampliada, por meio da articulação entre os grupos artísticos, coletivos e Centros e Diretórios Acadêmicos, e pela revogação da Portaria que proíbe festas e manifestações artísticas após as 22 horas na UFBA.

Recentemente aconteceram uma série de casos de violência na UFBA, como assaltos e até mesmo um sequestro. Durante as últimas férias, período no qual acontecem poucas atividades e a Universidade está bastante vazia, foram registrados alguns casos de furtos de equipamentos (televisões, projetores, etc.) em Institutos. A campanha UFBA 24 Horas se propõe também a dialogar com a comunidade universitária acerca da importância de termos uma Universidade viva, que funcione e integre os estudantes, técnicos e professores em todos os horários. A vigilância natural é um dos principais fatores que inibe o acontecimento de crimes, promovendo um controle social do espaço a partir dos seus próprios usuários, uma vez que aumenta a percepção visual. Quanto mais o ambiente universitário for vivo e movimentado mais segura será a Universidade.

Nosso objetivo é ocupar os espaços da Universidade realizando eventos culturais e artísticos das mais diversas linguagens, construindo uma Nova Cultura Política na UFBA, pautando uma Universidade mais participativa e segura. Afinal, a Universidade não é somente um espaço em que se frequenta a sala de aula, mas também um espaço de socialização e de produção de cultura.

Pela Revogação da Portaria nº 280/2008!
Por mais segurança na Universidade!
Por uma UFBA 24h!

Coletivo Kizomba – Por uma nova cultura política

MILTON SANTOS: PRESENTE!

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No dia 24 de Setembro de 2013, a Universidade Federal da Bahia aprovou a criação da sua Comissão de Memória e Verdade em reunião ordinária do Conselho Universitário. Nessa reunião, se propôs que tal comissão receberia o nome do intelectual negro baiano Milton Santos, que foi  exilado em função do seu ativismo de esquerda durante o período da ditadura militar. O nome do intelectual baiano foi aprovado por aclamação por todos os conselheiros.

O Coletivo Kizomba ficou muito feliz em saber que o nome do Milton Santos foi colocado nessa comissão, pois se trata de um dos maiores intelectuais negros do Brasil e do mundo. Nesse contexto, nós do Coletivo Kizomba propomos ao Conselho Universitário que o mesmo apoiasse o Projeto de Lei 260/2012, que dispõe sobre a mudança do nome da Avenida Ademar de Barros para Milton Santos. O projeto é de autoria do Vereador de Salvador Gilmar Santiago, que partiu da iniciativa de um movimento que criou uma petição online para mudar nome da Avenida. Ao final do CONSUNI, foi aprovada a moção de apoio ao PL.

Acreditamos que a iniciativa da criação da Comissão da Memória e Verdade da UFBA seja de fundamental importância para o movimento estudantil da Bahia e do Brasil. Muitos militantes que foram torturados e assassinatos no período da ditadura militar eram do movimento estudantil. Não podemos deixar que esses lutadores e essas lutadoras sejam esquecidos pela história. É papel do Estado garantir que suas memórias sejam resgatadas, assim como o de punir todos os torturadores! Enquanto ativistas do movimento estudantil, que historicamente lutou por uma ideologia que se contraponha a toda e qualquer forma de autoritarismo e ditadura, lutamos pela memória desses militantes que deram suas vidas para lutar pela democracia em nosso país.

Milton Santos

PRESENTE!